
A Afinca convoca servidores para se reunirem, no dia 04/04 às 12h, na Praça da Cruz Vermelha, em Ato contra o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) ou quaisquer Parcerias Público Privadas (PPP’s), no INCA e nos Institutos.
A entrada de uma empresa pública de direito privado, estranha à dinâmica do INCA, como o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), com a finalidade de reduzir déficit de pessoal e agilizar compras de insumos não resolverá o problema a médio longo prazo. É apenas um paliativo, que no Hospital Federal de Bonsucesso, o qual não possui o nível de complexidade de atividades do INCA, não se mostra à altura da instituição e tem colecionado polêmicas e não parece ter resolvido o problema de assistência básica à saúde da população carioca.
Infelizmente, tal prática tem sido uma imposição dos gestores do Ministério da Saúde para a rede federal. Era esperado que um governo dos trabalhadores deveria ouvir e negociar com os trabalhadores. É uma questão básica e universal da democracia.
Uma contratação emergencial, temporária e bem selecionada de profissionais especializados em oncologia, via Contrato Temporário da União (CTU), ou por meio de convênio com outras autarquias (Ex. FIOTEC), reduziria a alta rotatividade de profissionais e seria muito bem-vinda. Em paralelo, a adesão em licitações de produtos hospitalares com outras instituições, certamente reduziria drasticamente a falta de insumos.
Juntos somos mais fortes e precisamos lutar contra o sucateamento de instituições tão importantes como o INCA é para a população, onde milhares de pessoas de todo o Brasil são atendidas por ano; possui setor de Ensino, responsável por treinar centenas de profissionais que atuarão em todo território nacional; produz pesquisa de ponta e com a pós-graduação em Oncologia mais qualificada da América Latina; além de possuir um setor inteiro dedicado a política de saúde pública com emissão de diretrizes sobre prevenção e pesquisas sobre fatores de risco ambiental e laboral. Resumindo: o INCA é uma Universidade em Oncologia, totalmente pública e acessível à população brasileira.
Não podemos permitir que o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão público federal, coordenado pelo Ministério da Saúde, que é a entidade referência nacional no combate ao Câncer, fique à mercê de uma solução genérica vinda do GHC, ao invés de ser tratado com o valor que deveria, como um órgão estratégico essencial para a saúde pública brasileira, em respeito aos seus mais de 90 anos de existência e assim, transforma-lo em uma autarquia, com autonomia, sem influência de grupos políticos, com fundação financiadora própria (gerida pelos próprios servidores e com auditoria interna), a exemplo da FIOCRUZ, que possui fundação própria, realiza concursos públicos autorizados pelo Ministério da Saúde.
Seguimos na luta!